Ela é considerada a mulher mais importante da história avareense e uma das maiores artistas brasileiras do século XX. A pintora Djanira foi tema de uma explanação feita pelo historiador e biógrafo Gesiel Júnior na Tribuna Livre da Câmara Municipal, durante a sessão ordinária de segunda-feira, 22, evento que fez parte da semana cultural dedicada à artista,
Autor de vários livros sobre a vida da pintora, Gesiel Júnior foi convidado a ir à Câmara através de requerimento apresentado pelo vereador Francisco Barreto de Monte Neto, responsável pela lei que criou oficialmente a “Semana Djanira” para ser realizada anualmente em junho, mês de nascimento da artista (20 de junho de 1914).
O biógrafo Gesiel, que está encerrando sua carreira como servidor municipal por mais de quatro décadas, contou um pouco sobre sua trajetória ligada à pintora Djanira e da contribuição do Legislativo local em honrar a artista com a criação do memorial que existe hoje junto ao Museu Municipal “Anita Ferreira de Maria”, em funcionamento no Centro Avareense de Integração Cultural (CAIC).
O primeiro livro do biógrafo sobre a pintora Djanira foi lançado há 25 anos, em 2001, mesmo ano da criação do Centro Cultural, época em que Gesiel trabalhava na Câmara Municipal. Com apoio da mesa diretora da época, em 2004, foi lançado o carimbo filatélico comemorativo dos 90 anos de nascimento de Djanira.
Junto com sua explanação, Gesiel exibiu o vídeo de um breve documentário: “Djanira, pintora descalça”, produzido pela Caixa Cultural para celebrar o centenário da artista, em 2014. Ao final da exibição, o convidado também deu por concluída a Semana Djanira e aproveitou para fazer um apelo à Câmara, pedindo apoio pela preservação do Memorial Djanira.
“Por que? Porque o Museu Municipal e o Memorial Djanira estão sem um diretor efetivo. Portanto, sugiro seja criado o cargo de diretor do Museu e do Memorial, mas que o cargo seja ocupado por um profissional aprovado em concurso público. Afinal, o cargo é importante”, enfatizou Gesiel.
O biógrafo e historiador aproveitou para citar que a prefeitura fará obras de recuperação do Centro Cultural da CAIC, e que seria de suma importância que nessas obras fossem providenciadas medidas de maior segurança para proteção das obras da pintora Djanira, no Memorial, que não estão hoje bem protegidas.
“Também sugiro às Secretarias da Cultura e de Turismo que, de alguma forma, providenciem a abertura do Museu e do Memorial nos fins de semana, em alguns horários aos sábados e domingos, como se vê em todas as estâncias turísticas, menos em Avaré”, finalizou Gesiel.
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